9/8/13
oh Mário , sempre tu Mário!
Lembra-te
que todos os
momentos
que nos
coroaram
todas as
estradas
radiosas que
abrimos
irão achando
sem fim
seu ansioso
lugar
seu botão de
florir
o horizonte
e que dessa
procura
extenuante e
precisa
não teremos
sinal
senão o de
saber
que irá por
onde fomos
um para o
outro
vividos
mário cesariny
9/7/13
Noite alta,
eu, fechado em mim
E o planeta
a esbarrar no meu nariz
Frio de
rachar, lá fora sopra o vento oeste. Em mim
Há um
oceano, formado
Por milhões de
corpúsculos
Do Fecha-te-Sésamo
e esses milhões
Inundam-me
enquanto
Fico ali
deitado no meu abrigo
Deitado de
costas
De barriga,
quando
O vendaval
do sonho me dá a volta.
robert schindel
9/5/13
Agora vai ser assim: nunca mais
te verei.
Este facto simples, que todos me
dizem ser simples, trivial,
e humano, como um destino
orgânico e sensato,
Fica em mim como um muro imóvel,
um aspecto esquecido
e altivo de todas as coisas, de
todas as palavras.
Sempre nos separaram as
circunstâncias, e a essência
mesma dos dias, quando entre a
relva e a copa das árvores
me esquecia de pensar, e o ar
passava
por mim antes de erguer os caules
verdes e alimentar
a vida sem imagens da paisagem.
Marcávamos férias
em meses diferentes. O fim do
ano, a páscoa, calhavam sempre
em outros dias. Tesouras surdas
rompiam o cordão dos telefones, e
por engano
urgentes cartas atravessavam o
planeta, apareciam
anos depois no arquivo municipal.
E mais: a minha idade,
a tua, não poderiam nunca
encontrar-se no mundo.
[...]
antónio franco alexandre
9/1/13
---------------------------------------quando
a recordação dói,
As memórias movem-se, a nostalgia
cai, e tu surges do
Passado pronto para me ferir
----------------------------quando
o vento sopra de verdade,
As folhas movem-se, a chuva cai,
e eu não sei se do chão
Te levanto ou te deixo para
biodegradado. Mário,
É instantânea a translação entre
frases textuantes.
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