Quando já não pudermos mais chorar e as palavras forem pequeninos
suplícios e olhando para trás virmos apenas homens desmaiados, então
alguém saltará para o passeio, com o rosto já belo, já espontâneo e
livre, e uma canção nascida de nós ambos, do mais fundo de nós, a
exaltar-nos!
mário cesariny
6/30/13
6/29/13
6/28/13
6/27/13
Olhava este momento que ia desaparecer, com saudade – porque nunca mais
se repetiria no mundo. Nunca mais outro segundo igual nem na luz, nem na
vibração, nem na ternura…
O momento em que me sorriste, baloiçado entre o nada e o nada, nunca mais se voltaria a repetir, idêntico e completo, em todos os séculos a vir! Estava ali a morte… está aqui a vida. Agora pergunto a mim mesmo se te deixo morrer; e a pergunta obsidia-me e exige resposta imediata. Sei tudo, tudo o que me podes dizer – já eu o disse a mim próprio. Até hoje falava a alguma coisa que me ouvia, hoje só interrogo a mudez, só a mim próprio me interrogo.
O momento em que me sorriste, baloiçado entre o nada e o nada, nunca mais se voltaria a repetir, idêntico e completo, em todos os séculos a vir! Estava ali a morte… está aqui a vida. Agora pergunto a mim mesmo se te deixo morrer; e a pergunta obsidia-me e exige resposta imediata. Sei tudo, tudo o que me podes dizer – já eu o disse a mim próprio. Até hoje falava a alguma coisa que me ouvia, hoje só interrogo a mudez, só a mim próprio me interrogo.
raul brandão
6/26/13
«Mes mots sont des crimes» — disse o jovem suicida Jean-Pierre Duprey.
Mes mains sont des crimes — digo eu.
Mes mains et mes sculptures sont des crimes — diria o escultor.
Então, era assim o atelier: um espaço intenso e agressivo. Era o espaço do crime, O lugar onde as mãos haviam caminhado até ao seu limite. Tinham assumido um crime redentor.
herbeto helder
é inutil o tacto da boca e o amor é esperar-te todos os dias
e tu,
vais-te embora? vais-te
embora?...
não,
não te vais embora: fico
contigo…
deixas-me nas mãos a tua alma,
como um casaco.
marguerite yourcena
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