Os dias cinzentos. Eles vêm, eles
insinuam-se com o tempo. Deixas de vislumbrar os matizes que desaparecem
como ténues, cintilantes flocos na memória. Ficar sentado e pensar de
repente. Que está mais cinzento, que queres libertar-te, mas continuas
sentado, em completo silêncio, imaginas-te dentro do cinzento porque há
nele uma leveza, porque ele é algo de fortuito que se ajusta bem aos
dias, e quando queres sair dele, estás deitado indefeso no meio do
caminho, como um animalzinho, destrutível, mesmo com o mais ligeiro
toque.
Aasne Linnesta
Aasne Linnesta
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