Se vamos
esfolar os joelhos, que seja bem escolhido o altar. Supõe-se que as
figuras adoradas estejam vivas, que saibam abrir portas e nos convidem
para dançar. Claro que enquanto se olha para cima, não se olha para
baixo, e há quem tema o buraco que o medo sussurra ao ouvido. Mas um
altar é um lugar de fé e um desejo de permanência. O medo come a alma,
diz o filme e digo eu, repetindo-o como um credo que se aprende por tão
facilmente se perceberem as cordas acercando-se das gargantas. Não se
entregue ao que é lastro o salvamento, estátuas de mármore não flutuam.
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