eu digo que há tambores
mapa louco riscado sobre a areia
há o desenho de onda que atravessa o dorso da cigarra
há o gato tão limpo e ainda e sempre a lavar-se à soleira da porta – a
tua porta
quando olhas para mim, a trave mais segura, dizes tu, da viagem –
e no vitral de tudo o que eu mais adoro
a dez mil metros de profundidade lá onde a carpa avança sem deixar
qualquer rasto
há o campo selvagem dos teus ombros
espreitando contra a luz na orla do rio na nuvem de corsários
que sou eu
vestido de andaluz para o baile em chamas – digo o grande baile do
século na ilha
mapa louco riscado sobre a areia
há o desenho de onda que atravessa o dorso da cigarra
há o gato tão limpo e ainda e sempre a lavar-se à soleira da porta – a
tua porta
quando olhas para mim, a trave mais segura, dizes tu, da viagem –
e no vitral de tudo o que eu mais adoro
a dez mil metros de profundidade lá onde a carpa avança sem deixar
qualquer rasto
há o campo selvagem dos teus ombros
espreitando contra a luz na orla do rio na nuvem de corsários
que sou eu
vestido de andaluz para o baile em chamas – digo o grande baile do
século na ilha
mario cesariny
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