- continuaremos a viver neste país à beira-mar beira-ruas
parando diante das entradas dos cinemas
olhando o beira-cais o beira-porto e beirute onde nunca
iremos
e lisboa em fumos de alcova santa
meu jardim de aguas suspensas lisboa agora lisboa do
nosso delírio
lisboa em sons roucos de violino desértica cidade do
aborrecimento
rosto distendendo-se para morrer lisboa
devorando-se lisboa serpente ou magia de um espelho
que nos devolve patéticos reflexos do rosto
que se debruça sobre a noite de um rio.
al berto
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