4/26/11

- continuaremos a viver neste país à  beira-mar beira-ruas 
parando diante das entradas dos cinemas
olhando o beira-cais o beira-porto e beirute onde nunca
iremos
e lisboa em fumos de alcova santa
meu jardim de aguas suspensas lisboa  agora lisboa do
nosso delírio
lisboa em sons roucos de violino desértica cidade  do 
aborrecimento
rosto distendendo-se para morrer lisboa
devorando-se lisboa  serpente ou magia de um espelho
que nos devolve patéticos reflexos do rosto
que se debruça sobre a noite de um rio.
al berto








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