2/28/11

Procuro, dentro de ti, um lugar primitivo. Procuro o vento insular, as forças terrestres, a finíssima luz privada das pálpebras.

Avanço e procuro como se estivesse parado, circunspectamente. Procuro como se tocasse o meu próprio nome ao tocar-te.

Tu estás ao fundo das imagens. És a água silenciosa que bebo, a lentidão dos meses quentes - e mordes o meu coração com a boca de quem ignora tudo.
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Vasco Gato

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