2/5/11

A insónia estende a mão silenciosa que faz arder as pálpebras.

E a noite continua a espreitar, com os mil olhos suspensos nas constelações. Afaga-nos os cabelos repousados na almofada saturada de inquietações. Deita-se connosco na cama, cheia da maldade que o tempo generosamente lhe oferece. Encosta-se, conta histórias que já conhecemos e ensina ao pensamento os caminhos que este não quer conhecer.

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