2/8/11

a fragilidade da mulher feita de vidro e areia.

há mulheres feitas de vidro e areia que inventam as
funções obliquas da luz sobre o ventre primário das palavras.
morrem partidas com a ternura a aflorar à boca em cada sílaba invisível, 
sempre que a imaginação se extingue e não há previsão para o acaso ou o amor
deve ser assim que principia a palavra medo:
quando os dias desaguam no choro, exaustas de correr
com o coração à frente dos próprios passos.
as mulheres esquecidas à margem do poema,
carregam por dentro dos olhos o céu inteiro e é sempre rente
à promessa da palavra mar que encontram todos os consolos,
mas dessas coisas apenas os olhos falam.

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